segunda-feira, 23 de junho de 2008

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Campanha Contra Discriminação e Racismo

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Grupos Racistas.

A Ku Klux Klan e a segregação racial nos Estados Unidos

INTRODUÇÃO

Entre abril e maio de 2001 a questão racial esteve presente em importantes diários e semanários do mundo, em razão de dois acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos: o julgamento e condenação por crime racista de um ex-membro da Ku-Klx-Klan e o plebiscito no Mississipi que decidiu manter em sua bandeira um símbolo associado à defesa da escravidão.

EX-MEMBRO DA KKK É CONDENADO POR CRIME RACISTA

No dia 15 de setembro de 1963 um atentado a bomba destruiu uma igreja batista na cidade de Birmingham, no estado do Alabama provocando a morte de Cynthia Wesley, Carole Robertson, Addie Mãe Collins e Denise McNair. Eram quatro meninas negras entre 14 e 11 anos de idade. O caso, considerado um dos crimes mais chocantes da história dos Estados Unidos, também provocou ferimentos em mais de 20 pessoas que estavam reunidas no local, conhecido por ser um dos principais centros de militantes da causa negra na cidade. Naquela época as autoridades locais eram facilmente corrompidas pelas famílias brancas mais reacionárias, que manipulavam e camuflavam as investigações, já que estavam articuladas em grupos racistas que lutavam pela supremacia branca, como a Ku Klux Klan. Inclusive, o caso não foi julgado antes porque as autoridades, incluindo um ex-diretor do FBI, não acreditavam que Thomas Blanton pudesse ser condenado por um júri do Alabama.



Agora, após 38 anos a cidade de Birmingham sente-se um pouco mais redimida. No dia 1 de maio de 2001 o júri do Estado do Alabama condenou à prisão perpétua o ex- membro da KKK, Thomas Blanton, acusado de ter participado do atentado que matou as quatro meninas em 1963. Dos quatro autores da explosão, somente Thomas Blanton permaneceu vivo e sua condenação está sendo considerada muito significativa para uma cidade que já chegou a ser chamada de BoMbingham, devido aos constantes atentados de que foi palco.

ELEITORES DO MISSISSIPI MANTÉM SÍMBOLO RACISTA
Se a justiça do Alabama está fazendo uma espécie de "mea culpa", com a condenação de Thomas Blanton, a população do Mississipi parece justificar o escritor William Falkner, que uma vez chamou sue Estado natal, o Mississipi, de o "lugar onde o passado nunca morre".
Através de um plebiscito realizado no dia 17 de abril de 2001, a ampla maioria dos eleitores do Estado do Mississipi optou em manter sua bandeira de 107 anos de idade, que ostenta, em seu canto superior esquerdo, o símbolo utilizado pelos sulistas (confederados) na Guerra Civil norte-americana, a Guerra de Secessão, ocorrida entre 1861 e 1865, que deixou um salde de 600 mil mortos. A cruz azul contendo 13 estrelas brancas é considerada uma referência ao passado racista dos Estados Unidos, já que os sulistas lutavam pela manutenção da mão-de-obra escrava, que sustentava a riqueza dos latifundiários agro-exportadores de tabaco e algodão.



A decisão faz do Mississipi o único Estado americano a preservar um sinal da luta separatista em seus símbolos oficiais. A preferência pela velha bandeira alcançou 65% do eleitorado, contra 35% que preferiam trocá-la por uma bandeira contendo no canto superior esquerdo um circulo de estrelas.
Durante décadas, políticos e membros da comunidade negra tentaram se livrar da cruz, considerada uma apologia ao racismo. Os negros representam cerca de 1/3 do eleitorado no Mississipi e mesmo seu apoio mássico à mudança não teria sido suficiente. Muitos inclusive, não chegaram a se empolgar com a campanha e nem apareceram para votar, o que demonstra uma certa frustração diante de algo tão abominável e ainda presente no mundo de hoje, como a segregação racial.

A GUERRA DE SECESSÃO: ORIGENS E DESDOBRAMENTOS

Ao formalizar a criação de uma República Presidencialista e Federalista, a Constituição norte-americana de 1787, concedia autonomia para cada Estado decidir por seu destino em vários aspectos, inclusive no tocante à mão-de-obra. Nesse sentido nem a independência dos Estados Unidos em 1776 e nem a Constituição, irão representar algum avanço para população negra nos estados sulistas, que permanecem com mão-de-obra majoritariamente escrava. A manutenção da escravidão no sul (atual sudeste), associada ao latifundiário, contrastava-se cada vez mais com o norte (atual nordeste), industrial e abolicionista.
Durante a primeira metade do século XIX a integração de novos territórios através de aquisição ou de guerras transformou os Estados Unidos num grande país. O crescimento foi intenso e acompanhado de um rápido aumento da população, muitos imigrantes europeus atraídos pela facilidade de adquirir terras. Esse cenário torna ainda mais flagrante, o antagonismo entre o norte e o sul.
No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado encontravam-se no trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.
O Acordo de Mississipi em 1820 proibia a escravidão acima do paralelo 36o40â??. Em conseqüência, o presidente Monroe, que assinara o tratado, foi homenageado com a denominação de "Monróvia", para capital do Estado da Libéria, fundado na África em 1847, para receber os escravos libertados que quisessem voltar à sua terra.
Em 1852, Harriet Beecher Stowe publicou a romance abolicionista A Cabana do pai Tomás, que vendeu 300 mil cópias só no ano de sua edição, sensibilizando toda uma geração na luta pelo abolicionismo. Dois anos depois surgia o Partido Republicano, que abraçou a causa do abolicionismo. Em 1859 um levante de escravos foi reprimido na Virgínia e seu líder John Brow foi enforcado, transformando-se em mártir do movimento abolicionista.
Em 1860 o ex-lenhador que chegou a advogado Abraham Lincoln, elege-se como primeiro presidente pelo Partido Republicano. O Partido Democrata, apesar de mais poderoso, estava dividido entre norte e sul, o que facilitou a vitória de Lincoln. Apesar de sempre ter assumido posições apenas moderadas em relação à escravidão, Lincoln era visto pelos latifundiários escravistas do sul como um verdadeiro revolucionário e em 20 de dezembro de 1860 iniciava-se na Carolina do Sul um movimento separatista, que seguido por outros seis Estados, reuniu-se no Congresso de Montgomery no Alabama, decidindo pela criação dos "Estados Confederados da América".
A secessão estava formalizada e o norte não poderia aceitar. Iniciava-se assim em 1861 a maior guerra civil do século XIX, a Guerra de Secessão, também conhecida como "Guerra Civil dos Estados Unidos" ou ainda como "Segunda Revolução Norte-Americana", que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos.
Enquanto o sul possuía apenas 1/3 dos 31 milhões de habitantes do país e somente uma fábrica de armamentos pesados, o norte já contava com um sólido parque industrial, uma vasta rede ferroviária e uma poderosa esquadra. Mesmo com esse contraste totalmente desfavorável, foi o sul que lançou a ofensiva, criando uma nova capital -- Richmond -- e elegendo para o governo Jefferson Davis, que a 12 de abril de 1861 atacou o forte de Sunter. Inicialmente, a guerra mostrava algumas vitórias do Sul, que em 1862, instituiu o serviço militar obrigatório e convocou toda população para guerra.
A Guerra de Secessão é considerada a primeira guerra moderna da história, fazendo surgir os fuzis de repetição e as trincheiras, que irão marcar de forma mais acentuada, a Primeira Guerra Mundial entre 1914 e 1918. As novas técnicas eliminam o sabre e o mosquete, pois a luta corpo a corpo tornava-se cada vez mais difícil. No mar surgiam os couraçados, modernas embarcações responsáveis pelo decisivo bloqueio naval que o norte impôs sobre o sul.
Em setembro de 1862 foi abolida a escravidão apenas nos estados rebeldes. A abolição efetiva só ocorreu em 31 de janeiro de 1865. Em 9 de abril de 1865 o general sulista Robert Lee oficializa o pedido de rendição ao general nortista Ulisses Grant. Alguns dias depois Lincoln é assassinado pelo fanático ator sulista John Wilkes Booth.
Com um saldo de 600 mil mortos e o sul devastado, a guerra radicalizou a segregação racial surgindo associações racistas como Ku-Klux-Klan, fundada por brancos reacionários em Nashville no ano de 1867.

A KU-KLUX-KLAN

Com origem na atuação de veteranos confederados sulistas desde 1865, a fundação da Ku-Klux-Klan ocorre dois anos depois em Neshville, com o objetivo de impedir a integração dos negros como homens livres com direitos adquiridos e garantidos por lei após a abolição da escravidão.
Como sociedade secreta racista e terrorista, a Ku-Klux-Klan, também conhecida como "Império Invisível do Sul", era presidida por um Grande Sacerdote, abaixo do qual existia uma rígida hierarquia de cargos dotados de nomes sinistros como "grandes ciclopes" e "grandes titãs". O traço característico de seus membros era o uso de capuzes cônicos e longos mantos brancos, destinados a impedir o reconhecimento de quem os usava.
A intimação contra os negros atingia também em menor escala brancos que com eles se simpatizavam, além de judeus, católicos, hispânicos e qualquer forasteiro que se posicionasse de forma contrária aos interesses da aristocracia sulista. A prática de terror dava-se desde desfiles seguidos por paradas com manifestações racistas, até linchamentos, espancamentos e assassinatos, passando ainda por incêndios de imóveis e destruição de colheita.



Proibida em 1877, em decorrência de seus atentados racistas, a Ku-Klux-Klan foi reorganizada em Atlanta, tornando-se um numeroso grupo de pressão com cerca de 1 milhão de membros em 1922. Decadente às vésperas da crise de 1929, fortaleceu-se na década de 1960 em oposição à política democrata de integração racial, sendo fortemente combatida pelo presidente Lyndon Johnson (1963-69). Destaca-se na luta contra o racismo os líderes negros como Martim Luther King e Malcom X, além de organizações como os Panteras Negras.
Apesar do congresso norte-americano ter tentado extinguir a atuação da Ku-Klux-Klan com a aprovação de leis, manifestações racistas ainda fazem parte da rotina de várias regiões dos Estados Unidos nesse início de milênio.

domingo, 22 de junho de 2008

Gonzalo Otálora - Em Defesa Dos Feios e Horrorosos

Feio,solteiro e argentino,o escritor gonzalo otálora afirma que a minoria mais sofrida e discriminada são as pessoas desprovidas de beleza.
Quatros olhos,narigão,morcego,barriga,susto ambulante...feio.Feio!Feio! era isso que o jornalista argentino Gonzalo Otálora mais escutava na infancia.Alvo preferido das gozações na escola, rejeitado pelas gatinhas na adolescência eliminado nas entrevistas de emprego,ele sentiu na cara o quanto a falta de estética poe triturar a auto-estima."Nasci na ponta de estoque da sociedade.O aparelho de dentes,os óculos fundo de garrafa e as espinhas assustadoras cumpriam os requisitos básicos para que eu fosse considerado um desperdício,em vida real onde a fábula do cisne é apenas uma metáfora para crianças", diz.Hoje,aos 31 anos,Gonzalo virou o porta-voz dos feios com a autobiografia !feo!,na qual relata com humor as agruras que sofreu por causa do aspecto físico.Segundo ele,é muito mais fácil para os bonitos arranjar emprego,conseguir amigos e,principalmente, conquistar a simpatia da sogra.Mais polêmica ainda é a sua proposta de criar um imposto sobre a beleza - uma especia de lei Robin Hood da feiúra.

PESQUISAS COMPROVAM: OS FEIOS GANHAM MENOS.
O maior dos estudos foi realizado nos anos 90 pelo economista Daniel Hamermesh,da Universidade do Texas.a partir de 3censos sobre emprego nos EUA e no Canadá.Em todos os 3, os entrevistadores visitavam as pessoas em casa e tinham que categorizá-las de acordo com a aparência - de lindos e feiosos.SUPRESA:os feios recebiam menores salários do que a média,enquanto os bonitos ganhavam mais.Com todas as outras variáveis mantidas constantes(idade,experiência etc), o "castigo da feiúra" para os homens foi de -9%, ao passo que o "prêmio pela beleza" foi de +5%.As mulheres feias foram castigadas com -6%no salário e as bonitas agraciadas com +4%.O pesquisador mediu a discrepância em outros países e descobriu que, na China, as feias ganham 31% menos.
Hamermesh acompanhou também advogados formados nos anos 70,membros da Associação Americana de Economia e os executivos de empresas de publicidade da Holanda.Os bonitos sempre ganhavam mais.Mas porque existe a diferença?Segundo o pesquisador,porque muitos chefes preferem trabalhar com uma equipe bonita.Outro é a beleza dos executivos aumenta as vendas da empresa - já que os clientes também discriminam os feios.

Alguns casos de discriminações

DEPUTADO XINGA DEPUTADA DE ''FEIA" E É PROCESSADO

Clodovil Hernandez deputado federal (dos mais votados) por São Paulo, cometeu a heresia de chamar uma sua colega de "parlamento" de feia e por essa razão será processado pela mesa da câmara, acusado que foi de desacato, e quebra do "decoro" parlamentar!Cida Diogo, a feia, é deputada pelo PT, aos prantos, acompanhada de outras deputadas feias, tomou de assalto a mesa da câmara exigindo punição, desculpas, ao som de irados discursos petistas de apoio e solidariedade, não se sabe se à deputada, ou à "feiura" como "valor" estético caro aos petistas, em geral!O deputado Clodovil, é figura polêmica, e ao longo de sua vida comprou encrencas com meio mundo. A partir da Sapa Verde, Dona Marta Suplicy Favre, sexóloga, que junto com Clodovil participava do programa de banalidades femininas, TV Mulher na rede Globo, ele falando de estilo e moda, e Martaxa ensinando adolescentes como praticar sexo(?) sem perder a virgindade!A par da polêmica sempre presente na vida do deputado pela sua língua afiada, Clodovil ainda é viado! E viado convicto, assumido, e orgulhoso de sua condição de "minoria" excluída. Não é dessas bichinhas militantes, que quer casar na igreja, de véu e grinalda, com a bênção do vigário, adotar filhos com seu companheiro, beijar de língua o namoradinho na porta da igreja para "protestar", contra a homofobia do Papa, da Igreja, da sociedade.A pergunta é: tirando a evidente grosseria, e o desejo de chocar os outros, infantil, não é direito do deputado achar a deputada feia? Será esse o mais novo paradigma do bom mocismo politicamente correto? Não existem pessoas feias? Não podem ser chamadas pelo que são, feias? Vinicius de Moraes se vivo, e deputado fosse, também seria processado por dizer " as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental"?Num Congresso lotado de mensaleiros, sanguessugas, valérioduto dependentes, indiciados, condenados, ladrões corruptos, chamar alguém de "feio", e ser condenado é no mínimo uma piada de mau gosto! Nesse ambiente de sarjeta, onde se vendem mandatos, a alma, e se bobear, a própria mãe, querer mandar alguém ao Conselho de Ética(????) por chamar a "feia" de feia, é dizer que toda sociedade é estúpida!De todo modo, denominar aquela "casa de tolerância" de Casa do Povo, já é um escárnio! Falar em Conselho de Ética, ou apenas ética, nesse ninho de anões morais é o fim da picada!



Intolerância
Um casamento na prisão marroquina absurda história de uma boda gay que levou seus participantes para o cárcere chega ao fim.
O dia 18 de novembro de 2007 mudou a vida de um grupo de homens gays no Marrocos. Um vídeo colocado no Youtube mostrava um homem vestido com peças típicas de mulher e dançando com outros homens em uma festa de casamento gay. O vídeo tinha baixíssima qualidade, quase impossível definir quem eram seus participantes. A festa aconteceu na cidade de Alcazarquivir. Mas vários dos participantes acabaram identificados pela própria população e detidos pela polícia. Seis deles foram condenados a detenções que variaram de 6 a 10 meses, acusados de perversão sexual por participar de uma festa gay. Os seis indiciados foram processados em seguida pela promotoria da cidade. E só agora, 4 meses depois, os processos foram finalizados.O processo correu impulsionado por uma campanha tensa criada por mulçumanos radicais e acabou deturpando seus rumos. Nenhum advogado da cidade aceitou defender os acusados, cuja defesa acabou caindo finalmente nas mãos de professores universitários da cidade vizinha de Rabat. Protestos tomaram conta de Alcazarquevir e seus manifestantes chegaram a atacar estabelecimentos comerciais que teriam apoiado a festa de casamento gay. A imprensa local contribui com os islâmicos radicais e chegou a chamar os acusados de "bestas depravadas", alimentando a opinião pública de ódio crescente contra os homossexuais.Encarcerados e respondendo contra as acusações em juízo, os homossexuais declararam sentir alívio com o resultado final do processo, já que foram "culpados" por perversão sexual e não por homossexualidade, delito que os levaria a três anos de prisão. No Marrocos, portanto, vale mais a pena ser pervertido que homossexual.

quinta-feira, 19 de junho de 2008